Obesidade Infantil – Quais são as causas e como combater

por Silvia em 12 de outubro de 2011


Hoje é Dia das Crianças. Apesar da data especial, hoje quero abordar um assunto preocupante: A Obesidade Infantil. Segundo recentes dados, 15 % das nossas crianças já estão enfrentando esse problema e a cada ano essa porcentagem aumenta. Esse número pode parecer pequeno, se comparado aos Estados Unidos, onde 1/3 das crianças são obesas, mas esse não deve ser um motivo para não nos preocuparmos.

Segundo dados da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), em 20 anos houve um aumento de 240 % em relação a obesidade infanto juvenil. É um dado alarmante e é preciso quebrar de uma vez por todas o conceito de que criança gordinha é criança saudável. Criança saudável é aquela que está dentro do peso e que se alimenta adequadamente.

Crianças obesas estão a mercê de uma série de doenças a médio ou a longo prazo, que antigamente só atingiam pessoas na fase adulta, como colesterol alto, problemas cardiovasculares, diabetes, problemas respiratórios e ortopédicos, hipertensão, além de ter 80% de chances de se tornar um adulto obeso.

Existem muitas causas para a obesidade infantil, como predisposição genética, desequilíbrio nutricional, problemas hormonais e até causas psicológicas, como ansiedade, carência de afeto, depressão, baixa autoestima, que podem levar à criança a uma compulsão alimentar como forma de compensação, e obviamente ter como consequência a obesidade.

Como evitar a obesidade infantil?

Começa já dentro do útero da mãe. Uma mãe que se alimenta adequadamente no período da gestação, diminui as chances que seu filho desenvolva a obesidade, a não ser que tenha outros fatores envolvidos como genética ou outros problemas de saúde.

Segundo diversos estudos, o aleitamento materno também diminui as chances da criança vir a ser obesa, devido a uma proteína chamada adiponectina, que tem como função, regular o processos do açúcar no sangue.

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Essa é aliás um dos maiores motivos da obesidade infantil, segundo especialistas, já que o número de mães que amamentam seus filhos com leite materno vem sendo reduzido drasticamente. Outro fator também é a falta de comunicação entre mãe e filho. Muitas mães interpretam o choro como sinal de fome, quando o motivo pode ser outro, como frio, dor, sono, etc.

Com isso a criança passa a interpretar o alimento como sinal de afeto e isso pode afetar seu desenvolvimento tanto psicológico como físico, aumentando sua propensão a ser obesa. Outro grande fator que propicia a obesidade é a quantidade de horas que a criança passa em frente à TV ou computador, que a faz com que não gaste calorias suficiente.

Uma forma de contornar esse problema é incentivar a criança a brincar mais, praticar esportes, caminhar, se exercitar, mesmo que seja em brincadeiras, como pular corda, esconde esconde, pega pega, amarelinha. Enfim estimular a criança a ser ativa, pois o sedentarismo infantil, aliada a uma alimentação rica em alimentos calóricos e de pouco ou nenhum valor nutricional, também são as principais causas da obesidade infantil nos dias atuais.

Como melhorar a alimentação das nossas crianças?


É essencial que não só a criança como a família inteira tenha uma alimentação saudável, pois a criança se baseia muito no exemplo. Quando a criança disser que não quer comer algum alimento sem sequer ter experimentado, você deve ser persistente, porém nunca forçá-la.

Segundo estudos, algumas crianças são resistentes a novos sabores e por isso deve-se oferecer um novo alimento, pelo menos 10 vezes para que ela se familiarize com o alimento e passe a aceitá-lo.

Torne a hora da refeição em uma hora sagrada, onde todos se reúnem à mesa. Nada de comer assistindo TV ou enquanto joga videogame. Evite também brincadeiras à mesa ou qualquer tipo de distração, que possa tirar o foco da criança da alimentação.

Não faça chantagens com a criança do tipo: Coma essa salada que só assim ganhará a sobremesa. Ou então, coma isso, que te darei um presente. Pode até funcionar de vez em quando, mas na maioria das vezes só fará com que a criança pegue mais desprazer pelo alimento.

Evite dar a criança, lanches fora de hora, ainda mais se forem alimentos não saudáveis como lanches, salgadinhos industrializados ou doces. O ideal são 6 refeições diárias. E nas refeições, seja ela qual for, priorize alimentos saudáveis como frutas, cereais, verduras frutas e legumes.

Para estimular a criança, seja criativa na cozinha, decore a comida, use maneiras de incorporar alimentos saudáveis, que ela não aceita de jeito nenhum, em forma de sopas líquidas. Assim, ela “não vendo” o legume ou vegetal em si, ela comerá e irá se familiarizar com o seu sabor.

Evite que “comer fora” se torne um hábito, pois dessa maneira a criança pode achar a comida de casa “sem graça” e só se alimentar bem na rua.

Dê o exemplo nas horas das refeições: A criança não te respeitará se mandá-la tomar suco, enquanto você bebe refrigerante. Tome o suco junto com ela e mostre o quanto o suco é saboroso.

Reeducação alimentar

A reeducação alimentar é importante em qualquer fase da vida e especialmente para as crianças, pois ensinado-as desde cedo a ter hábitos saudáveis, mais chances elas terão de se tornarem adultos saudáveis e assim reduzir de forma efetiva os riscos de doenças ligadas ao excesso de peso e obesidade.

Se a criança já está apresentando sinais de excesso de peso, não cruze os braços, pois nunca é tarde demais para ensiná-la a comer melhor e a ser mais ativa. Mas lembre-se que a mudança deve ocorrer com a família toda, para que a criança se sinta confortável e segura de que isso é o melhor para ela e não um castigo.

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Nota: O conteúdo desse site tem apenas caráter informativo. As dietas e informações contidos nesse site são tiradas da própria internet. Todo programa alimentar deve ser realizado sob supervisão médica. Jamais se automedique ou faça dietas sem antes ser avaliado por um médico.

 

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