Obesidade Infantil – Quais são as causas e como combater

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Obesidade Infantil – Quais são as causas e como combater

Hoje é Dia das Crianças. Apesar da data especial, hoje quero abordar um assunto preocupante: A Obesidade Infantil. Segundo recentes dados, 15 % das nossas crianças já estão enfrentando esse problema e a cada ano essa porcentagem aumenta. Esse número pode parecer pequeno, se comparado aos Estados Unidos, onde 1/3 das crianças são obesas, mas esse não deve ser um motivo para não nos preocuparmos.

Segundo dados da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), em 20 anos houve um aumento de 240 % em relação a obesidade infanto juvenil. É um dado alarmante e é preciso quebrar de uma vez por todas o conceito de que criança gordinha é criança saudável. Criança saudável é aquela que está dentro do peso e que se alimenta adequadamente.

Crianças obesas estão a mercê de uma série de doenças a médio ou a longo prazo, que antigamente só atingiam pessoas na fase adulta, como colesterol alto, problemas cardiovasculares, diabetes, problemas respiratórios e ortopédicos, hipertensão, além de ter 80% de chances de se tornar um adulto obeso.

Existem muitas causas para a obesidade infantil, como predisposição genética, desequilíbrio nutricional, problemas hormonais e até causas psicológicas, como ansiedade, carência de afeto, depressão, baixa autoestima, que podem levar à criança a uma compulsão alimentar como forma de compensação, e obviamente ter como consequência a obesidade.

Como evitar a obesidade infantil?

Começa já dentro do útero da mãe. Uma mãe que se alimenta adequadamente no período da gestação, diminui as chances que seu filho desenvolva a obesidade, a não ser que tenha outros fatores envolvidos como genética ou outros problemas de saúde.

Segundo diversos estudos, o aleitamento materno também diminui as chances da criança vir a ser obesa, devido a uma proteína chamada adiponectina, que tem como função, regular o processos do açúcar no sangue.

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Essa é aliás um dos maiores motivos da obesidade infantil, segundo especialistas, já que o número de mães que amamentam seus filhos com leite materno vem sendo reduzido drasticamente. Outro fator também é a falta de comunicação entre mãe e filho. Muitas mães interpretam o choro como sinal de fome, quando o motivo pode ser outro, como frio, dor, sono, etc.

Com isso a criança passa a interpretar o alimento como sinal de afeto e isso pode afetar seu desenvolvimento tanto psicológico como físico, aumentando sua propensão a ser obesa. Outro grande fator que propicia a obesidade é a quantidade de horas que a criança passa em frente à TV ou computador, que a faz com que não gaste calorias suficiente.

Uma forma de contornar esse problema é incentivar a criança a brincar mais, praticar esportes, caminhar, se exercitar, mesmo que seja em brincadeiras, como pular corda, esconde esconde, pega pega, amarelinha. Enfim estimular a criança a ser ativa, pois o sedentarismo infantil, aliada a uma alimentação rica em alimentos calóricos e de pouco ou nenhum valor nutricional, também são as principais causas da obesidade infantil nos dias atuais.

Como melhorar a alimentação das nossas crianças?


É essencial que não só a criança como a família inteira tenha uma alimentação saudável, pois a criança se baseia muito no exemplo. Quando a criança disser que não quer comer algum alimento sem sequer ter experimentado, você deve ser persistente, porém nunca forçá-la.

Segundo estudos, algumas crianças são resistentes a novos sabores e por isso deve-se oferecer um novo alimento, pelo menos 10 vezes para que ela se familiarize com o alimento e passe a aceitá-lo.

Torne a hora da refeição em uma hora sagrada, onde todos se reúnem à mesa. Nada de comer assistindo TV ou enquanto joga videogame. Evite também brincadeiras à mesa ou qualquer tipo de distração, que possa tirar o foco da criança da alimentação.

Não faça chantagens com a criança do tipo: Coma essa salada que só assim ganhará a sobremesa. Ou então, coma isso, que te darei um presente. Pode até funcionar de vez em quando, mas na maioria das vezes só fará com que a criança pegue mais desprazer pelo alimento.

Evite dar a criança, lanches fora de hora, ainda mais se forem alimentos não saudáveis como lanches, salgadinhos industrializados ou doces. O ideal são 6 refeições diárias. E nas refeições, seja ela qual for, priorize alimentos saudáveis como frutas, cereais, verduras frutas e legumes.

Para estimular a criança, seja criativa na cozinha, decore a comida, use maneiras de incorporar alimentos saudáveis, que ela não aceita de jeito nenhum, em forma de sopas líquidas. Assim, ela “não vendo” o legume ou vegetal em si, ela comerá e irá se familiarizar com o seu sabor.

Evite que “comer fora” se torne um hábito, pois dessa maneira a criança pode achar a comida de casa “sem graça” e só se alimentar bem na rua.

Dê o exemplo nas horas das refeições: A criança não te respeitará se mandá-la tomar suco, enquanto você bebe refrigerante. Tome o suco junto com ela e mostre o quanto o suco é saboroso.

Reeducação alimentar

A reeducação alimentar é importante em qualquer fase da vida e especialmente para as crianças, pois ensinado-as desde cedo a ter hábitos saudáveis, mais chances elas terão de se tornarem adultos saudáveis e assim reduzir de forma efetiva os riscos de doenças ligadas ao excesso de peso e obesidade.

Se a criança já está apresentando sinais de excesso de peso, não cruze os braços, pois nunca é tarde demais para ensiná-la a comer melhor e a ser mais ativa. Mas lembre-se que a mudança deve ocorrer com a família toda, para que a criança se sinta confortável e segura de que isso é o melhor para ela e não um castigo.

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